Ler e fazer amigos sempre

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Proposta de atividade da aluna Michelle Tamara de Souza

Situação de aprendizagem: texto “Meu primeiro beijo”, Antonio Barreto
 
Público Alvo: 8º ano

1º momento:
1-      Antecipação: diálogo, perguntas e reflexões sobre o título do texto, com os alunos.
2-      Leitura do texto (informações localizadas pelo professor e alunos), seleção de palavras a fim de localizar seus significados.
3-      Questões de interpretação do sentido do texto. Desenvolver aspectos da figura de linguagem e vícios de linguagem, usando a crônica como base.
4-      Reconhecimento do autor, seus diversos gêneros textuais e características. Contexto de produção da crônica em questão.
5-      Desenvolver atividade com música, poema e texto narrativo envolvendo o tema “primeiro beijo”, trabalhando a intertextualidade e interdiscursividade.
Recursos:
 
2º momento: Música: “Um   primeiro beijo”, de Paula Toller

Um primeiro beijo
Se acontecesse
Se a gente se encontrasse
Como ia ser?
Como saber?
Antes de nos conhecer
Quiçá beijar
Pensar em beijo
Pra confessar
Nem ao menos sei seu nome
Eu nem ao menos sei seu nome
Mas foi só um sonho
Sem o lado avesso
De outros primeiros beijos
Foi tão romântico
Nós nos beijando no espelho
Nós nos beijando
Foi tão romântico
De outros primeiros beijos
Sem o avesso
Mas foi só um sonho
Eu nem ao menos sei seu nome
Nem ao menos sei seu nome
Pra confessar
Pensar em beijo
Quiçá beijar
Antes de nos conhecer
Como saber?
Como ia ser?
Se a gente se encontrasse
Se acontecesse
Um primeiro beijo

 
Poema:
Poema retirado do Conto “O Primeiro Beijo”, de Clarice Lispector

“ Os dois murmuravam, conversavam. Tontos!

Era o amor...
A brisa fresca entra pelos cabelos longos finos, bate no rosto;
Apenas sentir, quieto, sem pensar...

A sede começara, a garganta seca;
Na boca ardente, engulia-a lentamente...
Era morna, não tirava a sede
Que lhe tomava o corpo inteiro.
 
Sufocava, talvez minutos, apenas,
Sua sede era de anos...
 
O instinto animal, a curva...
Entre arbustos e de olhos fechados, entreabriu os olhos
E colocou a boca, colada, ferozmente no orifício:
Jorrava...

Desceu, escorrendo pelo peito até a barriga,
A vida havia jorrado.
Olhou-a nua.
Estava de pé, sozinho, coração batendo fundo...

A vida era outra, era nova,
O encheu de susto e também de orgulho;
Ele se tornara homem”.

 
Narrativa: “ O primeiro beijo”, de Clarice Lispector.

“O primeiro beijo
Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.
- Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples:
- Sim, já beijei antes uma mulher.
- Quem era ela? perguntou com dor.
Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.
O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir - era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.
E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca.
E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engulia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.
A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.
E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, enquanto sua sede era de anos.
Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando.
O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava... o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.
De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos.
Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água.
E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra.
Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador da vida... Olhou a estátua nua.
Ele a havia beijado.
Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.
Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil.
Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele...
Ele se tornara homem.”

6-      Elaboração do aluno relativa a valores preventivos: produção de uma campanha para prevenir a transmissão de alguns vírus e bactérias adquiridos através do beijo e  outras produções referentes ao tema..

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Situação de aprendizagem sobre o texto "Pausa" de Moacyr Scliar

 Esta foi a minha atividade no encontro. Aqui ela já está ampliada e acrescida de novas ideias

 

  Situação de aprendizagem  do conto  "Pausa".  “Depois da leitura”. Para 8ºano (7ª serie)

        Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro.Fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha,preparando sanduíches, quando a mulher apareceu, bocejando:—Vais sair de novo, Samuel?Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.—Todos os domingos tu sais cedo – observou a mulher com azedume na voz.—Temos muito trabalho no escritório – disse o marido, secamente.Ela olhou os sanduíches:—Por que não vens almoçar?—Já te disse: muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche.A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse a carga, Samuel pegou o chapéu:—Volto de noite.As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem.Guiava vagarosamente, ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas.Estacionou o carro numa travessa quieta. Com o pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo. Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com as chaves do carro no balcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé:

 —Ah! Seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? A gente...—Estou com pressa, seu Raul – atalhou Samuel.— Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre - Estendeu a chave.Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao último andar,duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade:—Aqui, meu bem! – uma gritou, e riu: um cacarejo curto.Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta a chave. Era um aposento pequeno: uma cama de casal, um guarda-roupa de pinho: a um canto, uma bacia cheia d’água, sobre um tripé. Samuel correu as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem, deu corda e colocou-o na mesinha de cabeceira.Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido; com um suspiro,tirou o casaco e os sapatos, afrouxou a gravata. Sentado na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos no papel de embrulho, deitou-se fechou os olhos.Dormir.Em pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a move-se: os automóveis buzinando, os jornaleiros gritando, os sons longínquos.Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chão carcomido. Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa, perseguido por um índio montado o cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa,nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia-se e resmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou-se na cama, os olhos esbugalhados: o índio acabava de trespassá-lo com a lança.Esvaindo-se em sangue, molhando de suor, Samuel tombou lentamente; ouviu o apito soturno de um vapor. Depois, silêncio.Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, levou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu.Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista.— Já vai, seu Isidoro?—Já – disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio.—Até domingo que vem, seu Isidoro – disse o gerente.—Não sei se virei – respondeu Samuel, olhando pela porta; a noite caia.—O senhor diz isto, mas volta sempre – observou o homem, rindo.Samuel saiu.Ao longo dos cais, guiava lentamente. Parou um instante, ficou olhando os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa.

 

                             Situação de aprendizagem  do conto  "Pausa". 
                “Depois da leitura”. Para 8ºano (7ª serie)

“Pausa” 

 Moacir Scliar.

Objetivo 1: Construção da síntese do texto.

Procedimento:
O professor busca saber o que os alunos retiveram do texto lido. (Atividade compartilhada)

·         Cada aluno apresenta um ponto do texto até o final.

Para ajudar, o professor pode citar um início do texto e parar, solicitando que a classe o complemente de acordo com o texto lido. O objetivo é ver se eles retiveram a ideia principal e o tema.

O professor deve intervir caso as ideias surjam tipo lista de itens, ajudando os alunos a relacionarem as ideias e conectá-las em texto.

·         Outro procedimento dentro deste objetivo é a verificação das palavras desconhecidas que já exploradas no “durante a leitura”, pode ser retomado dando oportunidades a outros alunos para explicarem cada palavra e seu sentido no texto.

No caso do texto “A pausa”, o professor pode;

·         Perguntar sobre o objetivo de sua saída de casa em um domingo sendo ainda muito cedo.

·         Pode perguntar o que pretendia com tantos sanduíches...,

·         Porque a mulher ficou com azedume na voz... , caso vocês estivessem no lugar dela como agiriam? 

·         Na medida do texto pode perguntar a opinião deles sobre o entrar furtivamente e o lugar escolhido para repouso ser uma espelunca, (sujo, pequeno e o gerente ficar numa poltrona rasgada).

·          Enfim como antecipação do texto e inferência, o que poderia ter levado a personagem a um lugar desses?  Não haveria outra forma de descansar?



Objetivo 2: Troca de impressões do texto lido e acolhimento de outras posições.

O professor pode verificar com os alunos,

·         Se há conhecimento deles sobre este tema dos jornais, revistas ou histórias do próprio dia a dia.

·         Pode ser momento de abordar o estresse do dia a dia, a que os trabalhadores de escritório estão sujeitos e conversar sobre a necessidade de uma pausa na correria do dia a dia e seu beneficio para a saúde.

À medida que o texto avança, o professor pode também:

·         Retomar esta ideia no momento em que a personagem chega ao seu quarto e o narrador diz que havia uma cama de casal, e já ter passado na entrada do lugar por duas mulheres.

·         Será que este ponto de vista do estresse somente pode ainda ser sustentado? Haveria outra causa deste seu descanso longe da família?

·         Enfim pode ser oportunidade para tratar de relacionamentos a beira de um desgaste ou já em desgaste.

Com estes dois objetivos o professor já pode conhecer se:

·         Houve entendimento do tema e ideia principal;

·         Se o aluno compreendeu os conteúdos não explícitos de inferências e integração dos segmentos do texto (através do relacionamento intertexto deste com outros da mídia);

·         Se houve recuperação das informações literais (isto já ocorre no reconto, compartilhado pelos alunos).


 INTERTEXTUALIDADE - MÚSICA: COTIDIANO (Chico Buarque)

                                 
                                  Chico Buarque

      Cotidiano

        Chico Buarque 
 

Todo dia ela faz tudo sempre igual:
Me sacode às seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.
Todo dia ela diz que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher.
Diz que está me esperando pr'o jantar
E me beija com a boca de café.

Todo dia eu só penso em poder parar;
Meio-dia eu só penso em dizer não,
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão.
Seis da tarde, como era de se esperar,
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão.

Toda noite ela diz pr'eu não me afastar;
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pr'eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor.
Todo dia ela faz tudo sempre igual:
Me sacode às seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.

Todo dia ela diz que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher.
Diz que está me esperando pr'o jantar
E me beija com a boca de café.
Todo dia eu só penso em poder parar;
Meio-dia eu só penso em dizer não,
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão.
Seis da tarde, como era de se esperar,
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão.

Toda noite ela diz pr'eu não me afastar;
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pr'eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor.
Todo dia ela faz tudo sempre igual:
Me sacode às seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.

1. Em que a letra se assemelha com o tema do conto?

2. As personagens expressam os mesmos sentimentos e atitudes com relação à rotina? 



Alguns fatos para o professor resumir e falar algo sobre o escritor, sua obra e seus prêmios.

 

Moacyr Scliar

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Moacyr Scliar Academia Brasileira de Letras

Moacyr Scliar em 2003
Nascimento Moacyr Jaime Scliar
23 de março de 1937
Porto Alegre, RS
Morte 27 de fevereiro de 2011 (73 anos)
Porto Alegre, RS
Ocupação médico, escritor
Nacionalidade Brasil brasileiro
Alma mater UFRGS
Gênero literário Contos, romances, novelas, literatura infantojuvenil e crônicas,
Temas abordados imigração judaica no Brasil
Obra(s) de destaque Guerra no Bom Fim, O Centauro no Jardim, A Majestade do Xingu


Sítio oficial
Moacyr Jaime Scliar (Porto Alegre, 23 de março de 1937 — Porto Alegre, 27 de fevereiro de 2011) foi um escritor brasileiro. Formado em medicina, trabalhou como médico especialista em saúde pública e professor universitário. Sua prolífica obra consiste de contos, romances, ensaios e literatura infantojuvenil. Também ficou conhecido por suas crônicas nos principais jornais do país.

Índice

Biografia

Filho de José e Sara Scliar, Moacyr nasceu no Bom Fim, bairro que concentra a comunidade judaica. Alfabetizado pela mãe, professora primária, a partir de 1943 cursou a Escola de Educação e Cultura, daquela cidade, conhecida como Colégio Iídiche. Transferiu-se, em 1948, para o Colégio Nossa Senhora do Rosário (católico).
Em 1963, após se formar pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, iniciou sua vida como médico, fazendo residência médica. Especializou-se no campo da saúde pública como médico sanitarista. Iniciou os trabalhos nessa área em 1969. Em 1970, frequentou curso de pós-graduação em medicina em Israel. Posteriormente, tornou-se doutor em Ciências pela Escola Nacional de Saúde Pública. Foi professor da disciplina de medicina e comunidade do curso de medicina da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).
Em 1965, casou-se com Judith Vivien Oliven. O filho do casal, Roberto, nasceu em 1979.1
Moacyr Scliar era torcedor do Cruzeiro, de Porto Alegre.2 Devido a sua morte, os jogadores do Cruzeiro fizeram uma homenagem para este torcedor-símbolo do clube, entrando de luto na partida contra o Grêmio, no dia 27 de fevereiro, que contou com um minuto de silêncio em homenagem a Scliar.3

Carreira

Scliar publicou mais de setenta livros. Seu estilo leve e irônico lhe garantiu um público bastante amplo de leitores, e em 2003 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, tendo recebido antes uma grande quantidade de prêmios literários como o Jabuti (1988, 1993 e 2009), o Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) (1989) e o Casa de las Américas (1989).
Suas obras frequentemente abordam a imigração judaica no Brasil, mas também tratam de temas como o socialismo, a medicina (área de sua formação), a vida de classe média e vários outros assuntos. O autor já teve obras suas traduzidas para doze idiomas.
Em 2002 ele se envolveu em uma polêmica com o escritor canadense Yann Martel, cujo famoso romance A Vida de Pi, vencedor do prêmio Man Booker, foi acusado de ser um plágio da sua novela Max e os felinos. O escritor gaúcho, no entanto, diz que a mídia extrapolou ao tratar do caso, e que ele nunca teve o intuito de processar o escritor canadense.
Entre suas obras mais importantes estão os seus contos e os romances O ciclo das águas, A estranha nação de Rafael Mendes, O exército de um homem só e O centauro no jardim, este último incluído na lista dos 100 melhores livros de temática judaica dos últimos 200 anos, feita pelo National Yiddish Book Center nos Estados Unidos.

Adaptação para o cinema

Em 1998, o romance "Um Sonho no Caroço do Abacate" foi adaptado para o cinema, com o título "Caminho dos Sonhos", sob a direção de Lucas Amberg. O filme participou dos festivais de Gramado, Miami, Trieste e outros. O filme narra a história do filho de um casal de imigrantes judeus lituanos que se estabelece no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, nos anos 1960. O jovem Mardo (Edward Boggiss) apaixona-se por Ana (Taís Araújo), uma estudante negra. Os jovens encontram no amor a força e a determinação para enfrentarem a discriminação na escola onde estudam e o preconceito entre as famílias.
Em 2002, o romance Sonhos Tropicais foi adaptado para o cinema sob a direção de André Sturm, com Carolina Kasting, Bruno Giordano, Flávio Galvão, Ingra Liberato e Cecil Thiré no elenco. O filme relata o combate à febre amarela no Rio de Janeiro, comandado pelo médico sanitarista Oswaldo Cruz, e a resistência da população à vacinação obrigatória, que resultou na chamada Revolta da Vacina. Em paralelo, é narrada a história de uma jovem judia polonesa, que imigra para o Brasil em busca de uma vida melhor, mas acaba por se prostituir.

Morte

Scliar morreu por volta da 1h do dia 27 de fevereiro de 2011, aos 73 anos, de falência múltipla dos órgãos. Ele estava internado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre desde o dia 11 de janeiro, quando deu entrada para a retirada de pólipos (formações benignas) no intestino. A cirurgia foi bem sucedida, mas o escritor acabou tendo um acidente vascular cerebral (AVC) no dia 17 de janeiro, durante o período de recuperação, falecendo quase cinquenta dias depois de sua entrada no hospital4 5 6 .

Lorbeerkranz.png Academia Brasileira de Letras

Foi o sétimo ocupante da cadeira 31 da Academia Brasileira de Letras. Foi eleito em 31 de julho de 2003, na sucessão de Geraldo França de Lima, e recebido em 22 de outubro de 2003 pelo acadêmico Carlos Nejar.

Obra

Contos
  • O carnaval dos animais. Porto Alegre, Movimento, 1968
  • A balada do falso Messias. São Paulo, Ática, 1976
  • Histórias da terra trêmula. São Paulo, Escrita, 1976
  • O anão no televisor. Porto Alegre, Globo, 1979
  • Os melhores contos de Moacyr Scliar. São Paulo, Global, 1984
  • Dez contos escolhidos. Brasília, Horizonte, 1984
  • O olho enigmático. Rio, Guanabara, 1986
  • Contos reunidos. São Paulo, Companhia das Letras, 1995
  • O amante da Madonna. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1997
  • Os contistas. Rio, Ediouro, 1997
  • Histórias para (quase) todos os gostos. Porto Alegre, L&PM, 1998
  • Pai e filho, filho e pai. Porto Alegre, L&PM, 2002
  • Histórias que os jornais não contam. Rio de Janeiro, Agir, 2009.
Romances
Ficção infantojuvenil
Crônicas
  • A massagista japonesa. Porto Alegre, L&PM, 1984
  • Um país chamado infância. Porto Alegre, Sulina, 1989
  • Dicionário do viajante insólito. Porto Alegre, L&PM, 1995
  • Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. Porto Alegre, L&PM, 1996. Artes e Ofícios, 2001
  • O imaginário cotidiano. São Paulo, Global, 2001
  • A língua de três pontas: crônicas e citações sobre a arte de falar mal. Porto Alegre
Ensaios
  • A condição judaica. Porto Alegre, L&PM, 1987
  • Do mágico ao social: a trajetória da saúde pública. Porto Alegre, L&PM, 1987; SP, Senac, 2002
  • Cenas médicas. Porto Alegre, Editora da Ufrgs, 1988. Artes&Ofícios, 2002
  • Enígmas da culpa. São Paulo, Objetiva, 2007

Prêmios

Referências

terça-feira, 18 de junho de 2013

Atividades de leitura para o texto “Meu Primeiro Beijo” – Antonio Barreto
ANTES DA LEITURA
O que a ideia de um “primeiro beijo” sugere?

Durante a Leitura
Leitura do texto individual com levantamento de vocabulário.
Depois leitura compartilhada com paradas estratégicas para criar expectativa dos acontecimentos.
    Exemplo: 1º parágrafo:
·       O narrador da história é um garoto ou uma garota?
·       Como você acha que foi o primeiro beijo da personagem?
·       Observando o bilhete que o “Cultura Inútil” escreveu e a fala  dele, é possível descrevê-lo psicologicamente?

Depois da Leitura
Após a leitura, o professor pode fazer perguntas orais ou escritas para retomar o entendimento do texto lido, trabalhando:
  • ·       A Localização de informações no texto;
  • ·       A comparação de informações;
  • ·       Generalizações.
  • ·       1) Como se pode perceber, o texto “Meu primeiro beijo” narra uma história. Com base na leitura deste texto, responda:
  • ·       a) Quem narra a história?
  • ·       b) Quem são as personagens envolvidas?
  • ·       c) Onde se passam os acontecimentos narrados?
  • ·       d) Quando aconteceu o primeiro beijo?
  • ·       2) Para a protagonista, como foi a experiência do primeiro beijo? Comprove sua resposta com trechos do texto.
  • ·       3) Localize no texto em que momento podemos perceber, além do bilhete, que o “Culta” era apaixonado pela protagonista?
  • ·       4) A narradora da história finaliza o texto com um pensamento sobre o que sentiu em seu primeiro beijo: “... mas foi inesquecível”. Você já deve ter passado por outras experiências marcantes. Seria capaz de citá-las? Quais são?


Produção de inferências locais e globais.
1)    Durante a leitura, alguns elementos / características (vocábulos ou trechos da história) nos permitem dizer que as personagens são adolescentes. Que elementos são estes?
2)    Atente-se para os apelidos referentes ao garoto. O que eles nos possibilitam deduzir sobre a personalidade da personagem? Cite outras características que comprovem sua resposta.
3)    Você sabe o que são termos anafóricos? No texto “O primeiro beijo”, os termos anafóricos são usados para evitar repetições. Exemplifique como o autor fez uso desse recurso em relação à personagem masculina.

Recuperação do contexto de produção.
Atividade oral: o professor apresenta o livro em que o texto foi publicado e explica que é um capítulo do mesmo. (para trabalhar a expectativa de leitura do livro)
Na referência bibliográfica, ao final do texto, há informações importantes. Por meio delas, indique:
a.     Quem é o autor do texto? Você já leu outro texto dele?
b.    Em que gênero podemos enquadrar o texto “Meu primeiro beijo”? Justifique a sua resposta.
c.     Considere o título do livro em que o texto foi publicado,  “Balada do primeiro amor”. Que histórias você acha que a narradora irá contar nos outros capítulos?


Antonio Barreto
      Antonio de Pádua Barreto Carvalho nasceu em Passos (MG) em 13 de junho de 1954. Reside em Belo Horizonte desde 1973. Morou também em algumas cidades do Oriente Médio, onde trabalhou como projetista de Engenharia Civil, na construção de estradas, pontes e ferrovias.
     Tem vários prêmios nacionais e internacionais de literatura, para obras inéditas e publicadas, nos gêneros: poesia, conto, romance e literatura infanto-juvenil. Entre eles: Prêmio Jabuti (Câmara Brasileira do Livro - três  vezes, oito vezes indicado), Bolsa Vitae de Literatura, Prêmio Remington, Bienal Nestlé de Literatura, Prêmio Minas de Cultura, Prêmio Nacional de Contos do Paraná, Prêmio “Guimarães Rosa” de romance, Prêmio “Emílio Moura” de poesia, Prêmio “Cidade de Belo Horizonte” - poesia e contos, Prêmio “João-de-Barro” de literatura infantil e juvenil , Prêmio “Carlos Drummond de Andrade” e “Manuel Bandeira” de poesia, UBE (SP), UBE (PE), UBE(RJ); Prêmio “Henriqueta Lisboa”, Prêmio “Petrobrás” de Literatura, Prêmio Nacional de Literatura/UFMG, Prêmio Bienal do Livro de BH, Prêmio Bienal Internacional do Livro de SP, Prêmios de “Leitura Altamente Recomendável” para crianças e jovens/FNLIJ-RJ, Prêmio “Tereza Martin” de Literatura, Prêmio Internacional da Paz/Poesia (ONU), Prêmio “Ezra Jack Keats” da Unesco/Unicef (EUA), Prêmios/ Obras/Catálogo do IBBY (Unesco) e Prêmios/Obras/Catálogos Bienais Internacionais do Livro de Bratislava, Barcelona, Bolonha, Frankfurt e Cidade do México.
     Participa também de várias antologias nacionais e estrangeiras de poesia e contos. Foi redator do Suplemento Literário do Minas Gerais, articulista e cronista do jornal Estado de Minas e da revista “Morada” (BH). Colabora com textos críticos, poemas e artigos de opinião para “El Clarín” (Buenos Aires), “Ror” (Barcelona); “Zidcht” (Frankfurt), “Somam” (Bruxelas); ” : e outros periódicos. Atualmente coordena a Coleção “Para Ler o Mundo”, da Formato Editori.

Principais obras publicadas:
Poesia: O sono provisório (Francisco Alves, 78); Vastafala (Scipione, 88).
Contos: Os ambulacros das holotúrias/Reflexões de um caramujo (UFMG, 90/93).
Romance: A barca dos amantes (Lê, 90); A guerra dos parafusos (José Olympio, 93).
Infantis e Juvenis: Lua no varal e Isca de pássaro é peixe na gaiola (Miguilim,87,89);
A noite é um circo sem lona (Record, 87); Livro das simpatias (RHJ, 90);
Bombeiros do sol, com Graça Sette (José Olympio, 97); Brincadeiras de anjo,
 Tem um avião lá fora, O velho pássaro da lua e Balada do primeiro amor
(FTD, 87, 96, 97).
Crônicas: Transversais do Mundo (Lê, 99)
 Zoonário (Mercuryo, 01), O menino que não sonhava só (Mercuryo, 01).

Intertextualidade / Interdiscursividade.

a) Leia os trechos das letras das músicas “Um Beijo” (Luan Santana), “Primeiro Beijo” (Humberto e Ronaldo) e “Beijo na boca” (Cláudia Leitte) para responder o que se pede a seguir:
“Um beijo fala mais que mil palavras...”
“Nossas vidas se encontraram no primeiro beijo”
 “Eu quero mais é beijar na boca...”
b)Em qual dos trechos encontramos a mesma temática do texto lido? Justifique sua resposta.

Um Beijo
Luan Santana
        Saí cantando do chuveiro
Eu sou o cara mais feliz do mundo inteiro
Noite perfeita, tá na hora, quero te encontrar
        Em frente ao espelho, tô ensaiando
A melhor forma de dizer que tô te amando
Essa é a chance, é agora eu não posso errar
        Mas bem na hora de falar com você
Travei, comecei a gaguejar
E a saída é deixar acontecer
O coração se entregar
        Um beijo fala mais que mil palavras
Um toque é bem mais que poesia
No seu olhar enxergo a sua alma
Sua fala é uma linda melodia
Ninguém sabe explicar o que é o amor
Ninguém vai ser feliz sem ser amado
Meu coração de vez se entregou
Confesso que eu estou apaixonado
        Mas bem na hora de falar com você
Travei, comecei a gaguejar
E a saída é deixar acontecer
O coração se entregar
        Um beijo fala mais que mil palavras
Um toque é bem mais que poesia
No seu olhar enxergo a sua alma
Sua fala é uma linda melodia
Ninguém sabe explicar o que é o amor
Ninguém vai ser feliz sem ser amado
Meu coração de vez se entregou
Confesso que eu estou apaixonado 2x vezes


Primeiro Beijo

Humberto e Ronaldo

Moça, como é pode ser tão diferente
Essa paixão que ta dentro da gente
É um convite pra se entregar
Moça, senti desejo na primeira hora
Não tem mais jeito não quero ir embora
Me acostumei com essa ideia de pra sempre te amar
Vou manter você por perto
Sempre em meu caminho
Mesmo que seja preciso
Mudar todo o destino
Minha vida, começou foi no primeiro beijo
Dali pra frente não senti mais medo
Meu coração parou de perturbar
Nossas vidas se encontraram no primeiro beijo
Dali pra frente não teve segredo
Só alegria e vontade de amar

Beijar na boca
 Cláudia Leitte    
         Eu estava numa vida de horror
Com a cabeça baixa sem ninguém me dá valor
Andava atrás (thururu) da minha paz (thururu)

Agora que mudou a situação
Choveu na minha horta vai sobrar na plantação
Deixei pra traz (thururu), pois tanto faz (thururu)

(Refrão)

Eu quero mais é beijar na boca
Eu quero mais é beijar na boca (eu quero mais)
Eu quero mais é beijar na boca
E ser feliz daqui pra frente... Pra sempre (2x)

Já me livrei daquela vida tão vulgar
Me vacinei de tudo que podia me pegar
Corri atrás (thururu)
Quem tenta faz (thururu)

Eu ando muito a fim de experimentar
Meter o pé na jaca sem ter que me preocupar
Eu quero mais mais mais mais...

(Refrão)

Eu quero mais é beijar na boca
Eu quero mais é beijar na boca (eu quero mais)
Eu quero mais é beijar na boca
e ser feliz daqui pra frente...pra sempre (2x)


      Leitura de outros textos com a mesma temática como “O primeiro beijo”, de Clarice Lispector e “O primeiro beijo”, de Machado de Assis.

      Leitura de Reportagem

Tímida de 18 anos dá primeiro beijo e morre minutos depois

Jemma Benjamin, 18 anos, elegeu o colega de universidade Daniel Ross, de 21, para dar o primeiro beijo na boca da vida, marcando o início do namoro dos dois. Só que minutos depois do beijo, a jovem tímida morreu de forma fulminante no sofá da casa de Daniel, em Treforest (Inglaterra). 

A jovem, que praticava natação e era uma atleta exemplar do time de hóquei da universidade, não sabia sofrer de uma condição cardíaca rara - síndrome da morte súbita por arritmia. Daniel chamou socorro e tentou reanimar a namorada, mas não obteve sucesso. Os médicos disseram que ele nada podia fazer. 

O casal se conhecia há três meses e o primeiro beijo era muito aguardado. Jemma não tinha histórico de problemas cardíacos, segundo reportagem do "Daily Mail". O caso aconteceu em 2009, mas os detalhes só foram revelados agora pelo inquérito que apurou a morte.

       Leitura do texto “Geração beijo na boca”, de Valéria Propato.

Geração beijo na boca
    Por volta dos 13 anos, a garotada tenta ganhar um parceiro por hora. Mas os pais não precisam se desesperar: isso passa
VALÉRIA PROPATO

                   Os tempos decididamente são outros. "Ficar com" não é mais a menor forma possível de relacionamento amoroso entre duas pessoas. O termo que os jovens inventaram para definir o contato físico sem nenhum compromisso, que pode durar alguns minutos e é movido apenas pelo desejo, está ficando velho. O átomo de uma relação agora chama-se ficação. Na mesma festa ou no mesmo dia, fica-se com um, dois, três, quatro... parceiros diferentes. Os protagonistas desse código de relacionamento-relâmpago são uma garotada de classe média alta, entre 12 e 15 anos, que só quer saber de dar beijo na boca a noite inteira. Para preservá-los, ISTOÉ não os identifica.
                   Bruna tem 14 anos e um incontável número de beijos no currículo. Recentemente, num show do grupo Negritude Junior, no Metropolitan, no Rio, ficou com oito rapazes. Nem ela sabe explicar como acontece. "Alguns, eu estava a fim. Quando eu quero, faço com que o garoto perceba. Outros, me puxaram e me deram só um beijo. Todos de língua, é claro. É muito bom!", diz. Para os pais, Bruna não conta nada. "Vão dizer que isso não é coisa de moça direita e não vou mais poder ir aos lugares." Rechonchuda, de seios grandes e rosto de anjo, Bruna acha tudo normal. "Os meninos também fazem. Porque a gente não pode?"
Campeonato 

         Além de servir para testar os hormônios em ebulição, o troca-troca é uma contabilidade de conquistas. "Vinte e três já quiseram ficar comigo numa festa, mas só fiquei com três. É bom, mas não tenho vontade de transar ainda", esbanja Maiha, 11 anos, corpo franzino e seios em formação. Quanto mais ficação, mais provas se têm de que se é desejado. E ninguém parece voltar para casa com solidão. "Agora pegar as garotas ficou mais fácil. Eu fico e dispenso. Já beijei três numa noite", exulta Daniel, 13 anos, no meio dos amigos.
                   O comportamento desses jovens ainda não virou objeto de estudo, mas os especialistas não ousam aplaudi-lo. "Ele é incentivado por uma sociedade erotizada, que valoriza o descartável. É perigoso", diz a psicóloga Jacqueline Chaves, autora do livro Ficar com. A educadora Tânia Zagury chama o beija-beija de promiscuidade. "Está se dissociando o sexo do afeto. Não é saudável. Os pais dão liberdade sem orientação. Temem ser caretas e romper o diálogo.“

Oposição 
         O beijo fast-food não espanta nenhum adolescente. Mas não são todos que se sentem atraídos por ele. "É galinhagem e desvaloriza tanto o homem quanto a mulher. Não gostaria de namorar um garoto que passa de boca em boca", observa Gisele, 13 anos. A cabeleireira Valéria, 39 anos, não gostou de saber que sua filha Luíza, 13 anos, ficou com três meninos num só dia. "Não acho tão certo, mas ela tem que vivenciar as coisas para saber o que quer. Não posso proibir", afirma. Numa viagem que fez a Brasília, Luíza trocou beijos com um garoto que conheceu num clube pela manhã, com um amigo no condomínio de sua amiga à tarde e, à noite, ficou com um caso antigo. Luíza dorme na santa paz. Sem culpas. "Meu namorado ficou com outras e resolvi descontar. Não me arrependo porque beijar na boca é a melhor coisa do mundo e não tira pedaço." Não é uma opinião unânime, nem sequer entre os jovens. Convidada a dar sua opinião sobre a velocidade das novas ficadas, a paulistana Patrizia, 16 anos, desculpou-se: "Não estou mais nessa fase. Estou namorando e, para mim, ficar cada hora com um carinha perdeu a graça." Em outras palavras: isso passa. 


      Interdisciplinaridade com Ciências

Descubra os riscos de sair beijando todo mundo durante folia
          Com uma mistura de ritmos, o maior bloco carnavalesco de João Pessoa, Muriçocas do Miramar, pretende atrair aproximadamente 450 mil foliões durante o desfile que acontece logo mais à noite, segundo os organizadores. A concentração será a partir das 19h, na Praça das Muriçocas, no bairro Miramar. Os foliões devem ficar atentos aos riscos de beijar muitas bocas durante a folia.
          O beijo na boca pode transmitir desde uma simples gripe ou resfriado, até doenças mais graves como hepatite B e turbeculose. O alerta para o período do carnaval, época em que as pessoas beijam vários parceiros desconhecidos, é do clínico geral e professor do departamento de medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Bernardino Geraldo Alves Souto. “Se estiver com sangramento, o risco aumenta ainda mais”, afirmou.
          Segundo Souto, as doenças podem ser transmitidas pela cavidade oral ou nasal. “As viroses respiratórias podem ser transmitidas pelo beijo na boca. Gripe, meningite, tuberculose, herpes é muito frequente e também a mononucleose, uma doença que começa com febre, ínguas pelo corpo, e pode evoluir para hepatite ou inflamação no baço”, explicou o professor.
          O ambiente escuro e úmido é propício para o desenvolvimento de várias bactérias. De acordo com o cirurgião dentista Silvio Segnini, só na boca há mil bactérias diferentes. “Sem contar as que são desconhecidas. E o mau hálito pode ser um indicativo dessas bactérias ou de alguma afecção na garganta”, falou Segnini. A má conservação dentária é outro fator que amplia a probabilidade de transmissão.

Percepção de outras linguagens.
a.     Atividade oral:
Fazer alguns questionamentos a respeito do modismo “ficar”, trabalhando, assim,a argumentação por meio da oralidade
b) Após a leitura dos textos, qual é a sua opinião sobre o “campeonato de beijos”, mencionado no texto “Geração beijo na boca”?
c) Você é a favor ou contra a “Ficação”? Por quê?
d) Segundo o texto “ Descubra os riscos de sair beijando todo mundo durante a folia”, o ato de beijar desta forma pode trazer consequências sérias. Quais são elas? Por quê?

Percepção de outras linguagens.
Questão: Vocês se lembram de filmes, quadros, fatos, livros com temática sobre a questão do primeiro beijo?


Quem foi Gustav Klimt ?
Artista austríaco, Gustav Klimt nasceu a 14 de julho de 1862, em Baumgarten, próximo de Viena, e morreu a 6 defevereiro de 1918, em Viena, vítima de apoplexia. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Viena entre 1876 e1883. Nesse mesmo ano fundou,juntamente com o irmão Ernst Klimt e com Franz Matsche, um atelier de pintura,especializando-se na execução de murais, pinturas para tetos ou para cenários.
O seu trabalho inicial consistiu essencialmente em grandes murais para teatros, num estilo naturalista, de entre osquais se destacam o teto do Burgtheater de Viena (18861888) e as pinturas da escadaria do Museu de História deArte, também em Viena (18901892). As suas obras pictóricas mais conhecidas são O Beijo, uma pintura a óleo sobre tela datada de 1907/1908, onde oartista pinta um par romântico ornado por umacomposição de mosaicos e elementos vegetalistas; e o Abraço, umprojeto para a decoração da casa Stoclet, concebido entre 1905 e 1909.
A pintura de Klimt, um dos mais importantes pintores vienenses de inícios do século, tevesignificativasrepercussões na obra de alguns artistas do movimento expressionista, tais como o alemão Egon Schiele e oaustríaco Oskar Kokoschka.


O beijo do dia da vitória dos EUA sobre o Japão na Segunda Guerra Mundial
A foto, publicada na revista americana Life, foi tirada por Alfred Eisenstaedt no dia 14 de Agosto de 1945 na Times Square, em Nova Iorque. O fotógrafo alega que perdeu as anotações sobre quem era o casal. Em 1970, Edith Stain se apresentou como a garota da imagem e a revista começou uma caça pelo marinheiro atrevido, mas muitos declararam ser o protagonista do beijo sem chegarem a uma conclusão.



O livro é uma coletânea de oito contos com um tema muito semelhante, o primeiro beijo. Com personagens principais diferentes e muito bom humor, o autor retrata bem os medos e dificuldades desta importante experiência na vida de qualquer um. Os contos abrangem diferentes tipos de adolescentes e pré-adolescentes e suas características, desde a menina do interior com dúvidas do tipo beijo engravida?, o garoto nervoso que não consegue tirar a menina para dançar, um casal cujos aparelhos dentários atrapalham o beijo.


Conta a história de Alex menino do interior
que se muda para a cidade grande e não consegue se habituar ao novo modo de vida e nem a falta de atenção dos seus pais que começaram a trabalhar demasiadamente por quererem ter sempre mais.
Alex conta um pouco dos seus sentimentos em relação a toda a mudança que ocorreu em sua vida e sua vontade de ter tudo o que tinha antes. A história fala de sua "raiva" de Bete, um garota de sua turma, que por incrível que pareça é quem mais o apoia. Depois de certos acontecimentos ele percebe que não "odeia tanto assim" aquela menina.


Apresentação de imagens de beijos famosos: