Ler e fazer amigos sempre

terça-feira, 18 de junho de 2013

Atividades de leitura para o texto “Meu Primeiro Beijo” – Antonio Barreto
ANTES DA LEITURA
O que a ideia de um “primeiro beijo” sugere?

Durante a Leitura
Leitura do texto individual com levantamento de vocabulário.
Depois leitura compartilhada com paradas estratégicas para criar expectativa dos acontecimentos.
    Exemplo: 1º parágrafo:
·       O narrador da história é um garoto ou uma garota?
·       Como você acha que foi o primeiro beijo da personagem?
·       Observando o bilhete que o “Cultura Inútil” escreveu e a fala  dele, é possível descrevê-lo psicologicamente?

Depois da Leitura
Após a leitura, o professor pode fazer perguntas orais ou escritas para retomar o entendimento do texto lido, trabalhando:
  • ·       A Localização de informações no texto;
  • ·       A comparação de informações;
  • ·       Generalizações.
  • ·       1) Como se pode perceber, o texto “Meu primeiro beijo” narra uma história. Com base na leitura deste texto, responda:
  • ·       a) Quem narra a história?
  • ·       b) Quem são as personagens envolvidas?
  • ·       c) Onde se passam os acontecimentos narrados?
  • ·       d) Quando aconteceu o primeiro beijo?
  • ·       2) Para a protagonista, como foi a experiência do primeiro beijo? Comprove sua resposta com trechos do texto.
  • ·       3) Localize no texto em que momento podemos perceber, além do bilhete, que o “Culta” era apaixonado pela protagonista?
  • ·       4) A narradora da história finaliza o texto com um pensamento sobre o que sentiu em seu primeiro beijo: “... mas foi inesquecível”. Você já deve ter passado por outras experiências marcantes. Seria capaz de citá-las? Quais são?


Produção de inferências locais e globais.
1)    Durante a leitura, alguns elementos / características (vocábulos ou trechos da história) nos permitem dizer que as personagens são adolescentes. Que elementos são estes?
2)    Atente-se para os apelidos referentes ao garoto. O que eles nos possibilitam deduzir sobre a personalidade da personagem? Cite outras características que comprovem sua resposta.
3)    Você sabe o que são termos anafóricos? No texto “O primeiro beijo”, os termos anafóricos são usados para evitar repetições. Exemplifique como o autor fez uso desse recurso em relação à personagem masculina.

Recuperação do contexto de produção.
Atividade oral: o professor apresenta o livro em que o texto foi publicado e explica que é um capítulo do mesmo. (para trabalhar a expectativa de leitura do livro)
Na referência bibliográfica, ao final do texto, há informações importantes. Por meio delas, indique:
a.     Quem é o autor do texto? Você já leu outro texto dele?
b.    Em que gênero podemos enquadrar o texto “Meu primeiro beijo”? Justifique a sua resposta.
c.     Considere o título do livro em que o texto foi publicado,  “Balada do primeiro amor”. Que histórias você acha que a narradora irá contar nos outros capítulos?


Antonio Barreto
      Antonio de Pádua Barreto Carvalho nasceu em Passos (MG) em 13 de junho de 1954. Reside em Belo Horizonte desde 1973. Morou também em algumas cidades do Oriente Médio, onde trabalhou como projetista de Engenharia Civil, na construção de estradas, pontes e ferrovias.
     Tem vários prêmios nacionais e internacionais de literatura, para obras inéditas e publicadas, nos gêneros: poesia, conto, romance e literatura infanto-juvenil. Entre eles: Prêmio Jabuti (Câmara Brasileira do Livro - três  vezes, oito vezes indicado), Bolsa Vitae de Literatura, Prêmio Remington, Bienal Nestlé de Literatura, Prêmio Minas de Cultura, Prêmio Nacional de Contos do Paraná, Prêmio “Guimarães Rosa” de romance, Prêmio “Emílio Moura” de poesia, Prêmio “Cidade de Belo Horizonte” - poesia e contos, Prêmio “João-de-Barro” de literatura infantil e juvenil , Prêmio “Carlos Drummond de Andrade” e “Manuel Bandeira” de poesia, UBE (SP), UBE (PE), UBE(RJ); Prêmio “Henriqueta Lisboa”, Prêmio “Petrobrás” de Literatura, Prêmio Nacional de Literatura/UFMG, Prêmio Bienal do Livro de BH, Prêmio Bienal Internacional do Livro de SP, Prêmios de “Leitura Altamente Recomendável” para crianças e jovens/FNLIJ-RJ, Prêmio “Tereza Martin” de Literatura, Prêmio Internacional da Paz/Poesia (ONU), Prêmio “Ezra Jack Keats” da Unesco/Unicef (EUA), Prêmios/ Obras/Catálogo do IBBY (Unesco) e Prêmios/Obras/Catálogos Bienais Internacionais do Livro de Bratislava, Barcelona, Bolonha, Frankfurt e Cidade do México.
     Participa também de várias antologias nacionais e estrangeiras de poesia e contos. Foi redator do Suplemento Literário do Minas Gerais, articulista e cronista do jornal Estado de Minas e da revista “Morada” (BH). Colabora com textos críticos, poemas e artigos de opinião para “El Clarín” (Buenos Aires), “Ror” (Barcelona); “Zidcht” (Frankfurt), “Somam” (Bruxelas); ” : e outros periódicos. Atualmente coordena a Coleção “Para Ler o Mundo”, da Formato Editori.

Principais obras publicadas:
Poesia: O sono provisório (Francisco Alves, 78); Vastafala (Scipione, 88).
Contos: Os ambulacros das holotúrias/Reflexões de um caramujo (UFMG, 90/93).
Romance: A barca dos amantes (Lê, 90); A guerra dos parafusos (José Olympio, 93).
Infantis e Juvenis: Lua no varal e Isca de pássaro é peixe na gaiola (Miguilim,87,89);
A noite é um circo sem lona (Record, 87); Livro das simpatias (RHJ, 90);
Bombeiros do sol, com Graça Sette (José Olympio, 97); Brincadeiras de anjo,
 Tem um avião lá fora, O velho pássaro da lua e Balada do primeiro amor
(FTD, 87, 96, 97).
Crônicas: Transversais do Mundo (Lê, 99)
 Zoonário (Mercuryo, 01), O menino que não sonhava só (Mercuryo, 01).

Intertextualidade / Interdiscursividade.

a) Leia os trechos das letras das músicas “Um Beijo” (Luan Santana), “Primeiro Beijo” (Humberto e Ronaldo) e “Beijo na boca” (Cláudia Leitte) para responder o que se pede a seguir:
“Um beijo fala mais que mil palavras...”
“Nossas vidas se encontraram no primeiro beijo”
 “Eu quero mais é beijar na boca...”
b)Em qual dos trechos encontramos a mesma temática do texto lido? Justifique sua resposta.

Um Beijo
Luan Santana
        Saí cantando do chuveiro
Eu sou o cara mais feliz do mundo inteiro
Noite perfeita, tá na hora, quero te encontrar
        Em frente ao espelho, tô ensaiando
A melhor forma de dizer que tô te amando
Essa é a chance, é agora eu não posso errar
        Mas bem na hora de falar com você
Travei, comecei a gaguejar
E a saída é deixar acontecer
O coração se entregar
        Um beijo fala mais que mil palavras
Um toque é bem mais que poesia
No seu olhar enxergo a sua alma
Sua fala é uma linda melodia
Ninguém sabe explicar o que é o amor
Ninguém vai ser feliz sem ser amado
Meu coração de vez se entregou
Confesso que eu estou apaixonado
        Mas bem na hora de falar com você
Travei, comecei a gaguejar
E a saída é deixar acontecer
O coração se entregar
        Um beijo fala mais que mil palavras
Um toque é bem mais que poesia
No seu olhar enxergo a sua alma
Sua fala é uma linda melodia
Ninguém sabe explicar o que é o amor
Ninguém vai ser feliz sem ser amado
Meu coração de vez se entregou
Confesso que eu estou apaixonado 2x vezes


Primeiro Beijo

Humberto e Ronaldo

Moça, como é pode ser tão diferente
Essa paixão que ta dentro da gente
É um convite pra se entregar
Moça, senti desejo na primeira hora
Não tem mais jeito não quero ir embora
Me acostumei com essa ideia de pra sempre te amar
Vou manter você por perto
Sempre em meu caminho
Mesmo que seja preciso
Mudar todo o destino
Minha vida, começou foi no primeiro beijo
Dali pra frente não senti mais medo
Meu coração parou de perturbar
Nossas vidas se encontraram no primeiro beijo
Dali pra frente não teve segredo
Só alegria e vontade de amar

Beijar na boca
 Cláudia Leitte    
         Eu estava numa vida de horror
Com a cabeça baixa sem ninguém me dá valor
Andava atrás (thururu) da minha paz (thururu)

Agora que mudou a situação
Choveu na minha horta vai sobrar na plantação
Deixei pra traz (thururu), pois tanto faz (thururu)

(Refrão)

Eu quero mais é beijar na boca
Eu quero mais é beijar na boca (eu quero mais)
Eu quero mais é beijar na boca
E ser feliz daqui pra frente... Pra sempre (2x)

Já me livrei daquela vida tão vulgar
Me vacinei de tudo que podia me pegar
Corri atrás (thururu)
Quem tenta faz (thururu)

Eu ando muito a fim de experimentar
Meter o pé na jaca sem ter que me preocupar
Eu quero mais mais mais mais...

(Refrão)

Eu quero mais é beijar na boca
Eu quero mais é beijar na boca (eu quero mais)
Eu quero mais é beijar na boca
e ser feliz daqui pra frente...pra sempre (2x)


      Leitura de outros textos com a mesma temática como “O primeiro beijo”, de Clarice Lispector e “O primeiro beijo”, de Machado de Assis.

      Leitura de Reportagem

Tímida de 18 anos dá primeiro beijo e morre minutos depois

Jemma Benjamin, 18 anos, elegeu o colega de universidade Daniel Ross, de 21, para dar o primeiro beijo na boca da vida, marcando o início do namoro dos dois. Só que minutos depois do beijo, a jovem tímida morreu de forma fulminante no sofá da casa de Daniel, em Treforest (Inglaterra). 

A jovem, que praticava natação e era uma atleta exemplar do time de hóquei da universidade, não sabia sofrer de uma condição cardíaca rara - síndrome da morte súbita por arritmia. Daniel chamou socorro e tentou reanimar a namorada, mas não obteve sucesso. Os médicos disseram que ele nada podia fazer. 

O casal se conhecia há três meses e o primeiro beijo era muito aguardado. Jemma não tinha histórico de problemas cardíacos, segundo reportagem do "Daily Mail". O caso aconteceu em 2009, mas os detalhes só foram revelados agora pelo inquérito que apurou a morte.

       Leitura do texto “Geração beijo na boca”, de Valéria Propato.

Geração beijo na boca
    Por volta dos 13 anos, a garotada tenta ganhar um parceiro por hora. Mas os pais não precisam se desesperar: isso passa
VALÉRIA PROPATO

                   Os tempos decididamente são outros. "Ficar com" não é mais a menor forma possível de relacionamento amoroso entre duas pessoas. O termo que os jovens inventaram para definir o contato físico sem nenhum compromisso, que pode durar alguns minutos e é movido apenas pelo desejo, está ficando velho. O átomo de uma relação agora chama-se ficação. Na mesma festa ou no mesmo dia, fica-se com um, dois, três, quatro... parceiros diferentes. Os protagonistas desse código de relacionamento-relâmpago são uma garotada de classe média alta, entre 12 e 15 anos, que só quer saber de dar beijo na boca a noite inteira. Para preservá-los, ISTOÉ não os identifica.
                   Bruna tem 14 anos e um incontável número de beijos no currículo. Recentemente, num show do grupo Negritude Junior, no Metropolitan, no Rio, ficou com oito rapazes. Nem ela sabe explicar como acontece. "Alguns, eu estava a fim. Quando eu quero, faço com que o garoto perceba. Outros, me puxaram e me deram só um beijo. Todos de língua, é claro. É muito bom!", diz. Para os pais, Bruna não conta nada. "Vão dizer que isso não é coisa de moça direita e não vou mais poder ir aos lugares." Rechonchuda, de seios grandes e rosto de anjo, Bruna acha tudo normal. "Os meninos também fazem. Porque a gente não pode?"
Campeonato 

         Além de servir para testar os hormônios em ebulição, o troca-troca é uma contabilidade de conquistas. "Vinte e três já quiseram ficar comigo numa festa, mas só fiquei com três. É bom, mas não tenho vontade de transar ainda", esbanja Maiha, 11 anos, corpo franzino e seios em formação. Quanto mais ficação, mais provas se têm de que se é desejado. E ninguém parece voltar para casa com solidão. "Agora pegar as garotas ficou mais fácil. Eu fico e dispenso. Já beijei três numa noite", exulta Daniel, 13 anos, no meio dos amigos.
                   O comportamento desses jovens ainda não virou objeto de estudo, mas os especialistas não ousam aplaudi-lo. "Ele é incentivado por uma sociedade erotizada, que valoriza o descartável. É perigoso", diz a psicóloga Jacqueline Chaves, autora do livro Ficar com. A educadora Tânia Zagury chama o beija-beija de promiscuidade. "Está se dissociando o sexo do afeto. Não é saudável. Os pais dão liberdade sem orientação. Temem ser caretas e romper o diálogo.“

Oposição 
         O beijo fast-food não espanta nenhum adolescente. Mas não são todos que se sentem atraídos por ele. "É galinhagem e desvaloriza tanto o homem quanto a mulher. Não gostaria de namorar um garoto que passa de boca em boca", observa Gisele, 13 anos. A cabeleireira Valéria, 39 anos, não gostou de saber que sua filha Luíza, 13 anos, ficou com três meninos num só dia. "Não acho tão certo, mas ela tem que vivenciar as coisas para saber o que quer. Não posso proibir", afirma. Numa viagem que fez a Brasília, Luíza trocou beijos com um garoto que conheceu num clube pela manhã, com um amigo no condomínio de sua amiga à tarde e, à noite, ficou com um caso antigo. Luíza dorme na santa paz. Sem culpas. "Meu namorado ficou com outras e resolvi descontar. Não me arrependo porque beijar na boca é a melhor coisa do mundo e não tira pedaço." Não é uma opinião unânime, nem sequer entre os jovens. Convidada a dar sua opinião sobre a velocidade das novas ficadas, a paulistana Patrizia, 16 anos, desculpou-se: "Não estou mais nessa fase. Estou namorando e, para mim, ficar cada hora com um carinha perdeu a graça." Em outras palavras: isso passa. 


      Interdisciplinaridade com Ciências

Descubra os riscos de sair beijando todo mundo durante folia
          Com uma mistura de ritmos, o maior bloco carnavalesco de João Pessoa, Muriçocas do Miramar, pretende atrair aproximadamente 450 mil foliões durante o desfile que acontece logo mais à noite, segundo os organizadores. A concentração será a partir das 19h, na Praça das Muriçocas, no bairro Miramar. Os foliões devem ficar atentos aos riscos de beijar muitas bocas durante a folia.
          O beijo na boca pode transmitir desde uma simples gripe ou resfriado, até doenças mais graves como hepatite B e turbeculose. O alerta para o período do carnaval, época em que as pessoas beijam vários parceiros desconhecidos, é do clínico geral e professor do departamento de medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Bernardino Geraldo Alves Souto. “Se estiver com sangramento, o risco aumenta ainda mais”, afirmou.
          Segundo Souto, as doenças podem ser transmitidas pela cavidade oral ou nasal. “As viroses respiratórias podem ser transmitidas pelo beijo na boca. Gripe, meningite, tuberculose, herpes é muito frequente e também a mononucleose, uma doença que começa com febre, ínguas pelo corpo, e pode evoluir para hepatite ou inflamação no baço”, explicou o professor.
          O ambiente escuro e úmido é propício para o desenvolvimento de várias bactérias. De acordo com o cirurgião dentista Silvio Segnini, só na boca há mil bactérias diferentes. “Sem contar as que são desconhecidas. E o mau hálito pode ser um indicativo dessas bactérias ou de alguma afecção na garganta”, falou Segnini. A má conservação dentária é outro fator que amplia a probabilidade de transmissão.

Percepção de outras linguagens.
a.     Atividade oral:
Fazer alguns questionamentos a respeito do modismo “ficar”, trabalhando, assim,a argumentação por meio da oralidade
b) Após a leitura dos textos, qual é a sua opinião sobre o “campeonato de beijos”, mencionado no texto “Geração beijo na boca”?
c) Você é a favor ou contra a “Ficação”? Por quê?
d) Segundo o texto “ Descubra os riscos de sair beijando todo mundo durante a folia”, o ato de beijar desta forma pode trazer consequências sérias. Quais são elas? Por quê?

Percepção de outras linguagens.
Questão: Vocês se lembram de filmes, quadros, fatos, livros com temática sobre a questão do primeiro beijo?


Quem foi Gustav Klimt ?
Artista austríaco, Gustav Klimt nasceu a 14 de julho de 1862, em Baumgarten, próximo de Viena, e morreu a 6 defevereiro de 1918, em Viena, vítima de apoplexia. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Viena entre 1876 e1883. Nesse mesmo ano fundou,juntamente com o irmão Ernst Klimt e com Franz Matsche, um atelier de pintura,especializando-se na execução de murais, pinturas para tetos ou para cenários.
O seu trabalho inicial consistiu essencialmente em grandes murais para teatros, num estilo naturalista, de entre osquais se destacam o teto do Burgtheater de Viena (18861888) e as pinturas da escadaria do Museu de História deArte, também em Viena (18901892). As suas obras pictóricas mais conhecidas são O Beijo, uma pintura a óleo sobre tela datada de 1907/1908, onde oartista pinta um par romântico ornado por umacomposição de mosaicos e elementos vegetalistas; e o Abraço, umprojeto para a decoração da casa Stoclet, concebido entre 1905 e 1909.
A pintura de Klimt, um dos mais importantes pintores vienenses de inícios do século, tevesignificativasrepercussões na obra de alguns artistas do movimento expressionista, tais como o alemão Egon Schiele e oaustríaco Oskar Kokoschka.


O beijo do dia da vitória dos EUA sobre o Japão na Segunda Guerra Mundial
A foto, publicada na revista americana Life, foi tirada por Alfred Eisenstaedt no dia 14 de Agosto de 1945 na Times Square, em Nova Iorque. O fotógrafo alega que perdeu as anotações sobre quem era o casal. Em 1970, Edith Stain se apresentou como a garota da imagem e a revista começou uma caça pelo marinheiro atrevido, mas muitos declararam ser o protagonista do beijo sem chegarem a uma conclusão.



O livro é uma coletânea de oito contos com um tema muito semelhante, o primeiro beijo. Com personagens principais diferentes e muito bom humor, o autor retrata bem os medos e dificuldades desta importante experiência na vida de qualquer um. Os contos abrangem diferentes tipos de adolescentes e pré-adolescentes e suas características, desde a menina do interior com dúvidas do tipo beijo engravida?, o garoto nervoso que não consegue tirar a menina para dançar, um casal cujos aparelhos dentários atrapalham o beijo.


Conta a história de Alex menino do interior
que se muda para a cidade grande e não consegue se habituar ao novo modo de vida e nem a falta de atenção dos seus pais que começaram a trabalhar demasiadamente por quererem ter sempre mais.
Alex conta um pouco dos seus sentimentos em relação a toda a mudança que ocorreu em sua vida e sua vontade de ter tudo o que tinha antes. A história fala de sua "raiva" de Bete, um garota de sua turma, que por incrível que pareça é quem mais o apoia. Depois de certos acontecimentos ele percebe que não "odeia tanto assim" aquela menina.


Apresentação de imagens de beijos famosos:

Atividades de leitura para o texto “Aeroporto” – Carlos Drummond de Andrade
ANTES DA LEITURA
O que a palavra sugere?


Questionamentos para Sondagem pré-leitura
       Você conhece um aeroporto? Já viajou de avião?
       O que você espera encontrar num texto chamado “Aeroporto”?
       O que a música e o vídeo “Encontros e Despedidas” de Milton Nascimento, cantada por Maria Rita, pode ter em comum com nosso texto?
       Você sabe quem inventou o avião?
- Levantamento da vida do autor Carlos Drummond de Andrade.

- Exibição dos vídeos
> “Encontros e Despedidas” – Milton Nascimento
> Cenas do Programa “Encontros e Despedidas” – GNT por Astrid Fontenelle

DURANTE DA LEITURA
  •      Vocabulário;
  •     Levantamento de hipóteses: quem é Pedro?
  •     Com as características de Pedro conseguimos saber mais sobre sua personalidade?
  •     Qual a importância dos olhos de Pedro para o autor?
  •     Pontos de humor na escrita.


DEPOIS DA LEITURA
Parentesco do autor com Pedro: avô de Pedro – comprovado com a leitura da biografia.
Intertextualidade e Interdiscursividade – exemplos a seguir:
Poema do Aeroporto
Samuel Quintans

Chegada, embarque, filas
Ckeck in, despacho de bagagens
Sorriso, atraso, passageiro
Documento nas mãos, suas passagens

Companhia aérea
Infraero, ANAC, reclamações, pessoas
Correria, comissárias, um sorriso
Aviões, idas e vindas, coisas boas!
Atraso no vôo com destino ao paraíso

Gate, portão, letras e números
Detector de metais e objetos proibidos
Sonhos, lembranças e saudade
Trabalho, malas, laptops, homens corridos
“- Atenção passageiros, documentos!”
Normas, determinações, prioridade
Cartão de embarque, número dos assentos
Ônibus, bagagem de mão, pontualidade

Café, pão de queijo, guloseimas
Computadores, celulares, internet
Pouso e decolagens sem problemas
Novidades no front e no set.

Você já parou pra pensar de onde vêm tantas pessoas?
Pra onde vai aquele homem absorto?
Pois é! Diferente é pessoa em avião
Curioso é passageiro ansioso
Interessante é um dia num aeroporto!
Filmes:
  • Amor Sem Escalas – Up in the Air
  • O Terminal – The Terminal


“Bandeira Branca” - Luis Fernando Veríssimo
Ele: tirolês. Ela: odalisca. Eram de culturas muito diferentes, não podia dar certo. Mas tinham só quatro anos e se entenderam. No mundo dos quatro anos todos se entendem, de um jeito ou de outro. Em vez de dançarem, pularem e entrarem no cordão, resistiram a todos os apelos desesperados das mães e ficaram sentados no chão, fazendo um montinho de confete, serpentina e poeira, até serem arrastados para casa, sob ameaças de jamais serem levados a outro baile de Carnaval.
Encontraram-se de novo no baile infantil do clube, no ano seguinte. Ele com o mesmo tirolês, agora apertado nos fundilhos, ela de egípcia. Tentaram recomeçar o montinho, mas dessa vez as mães reagiram e os dois foram obrigados a dançar, pular e entrar no cordão, sob ameaça de levarem uns tapas. Passaram o tempo todo de mãos dadas.
Só no terceiro Carnaval se falaram.
- Como é teu nome?
- Janice. E o teu?
- Píndaro.
- O quê?!
- Píndaro.
- Que nome!
Ele de legionário romano, ela de índia americana.
Só no sétimo baile (pirata, chinesa) desvendaram o mistério de só se encontrarem no Carnaval e nunca se encontrarem no clube, no resto do ano. Ela morava no interior, vinha visitar uma tia no Carnaval, a tia é que era sócia.
-Ah.
Foi o ano em que ele preferiu ficar com a sua turma tentando encher a boca das meninas de confete, e ela ficou na mesa, brigando com a mãe, se recusando a brincar, o queixo enterrado na gola alta do vestido de imperadora. Mas quase no fim do baile, na hora do Bandeira Branca, ele veio e a puxou pelo braço, e os dois foram para o meio do salão, abraçados. E, quando se despediram, ela o beijou na face, disse “até o Carnaval que vem” e saiu correndo.
No baile do ano em que fizeram 13 anos, pela primeira vez as fantasias dos dois combinaram. Toureiro e bailarina espanhola. Formavam um casal! Beijaram-se muito, quando as mães não estavam olhando. Até na boca. Na hora da despedida, ele pediu:
- Me dá alguma coisa.
- O quê?
- Qualquer coisa.
- O leque.
O leque da bailarina. Ela diria para a mãe que o tinha perdido no salão.
No ano seguinte, ela não apareceu no baile. Ele ficou o tempo todo à procura, um havaiano desconsolado. Não sabia nem como perguntar por ela. Não conhecia a tal tia. Passara um ano inteiro pensando nela, às vezes tirando o leque do seu esconderijo para cheirá-lo, antegozando o momento de encontrá-la outra vez no baile. E ela não apareceu. Marcelão, o mau elemento da sua turma, tinha levado gim para misturar com o guaraná. Ele bebeu demais. Teve que ser carregado para casa. Acordou na sua cama sem lençol, que estava sendo lavado. O que acontecera?
- Você vomitou a alma – disse a mãe.
Era exatamente como se sentia. Como alguém que vomitara a alma e nunca a teria de volta. Nunca. Nem o leque tinha mais o cheiro dela.
Mas, no ano seguinte, ele foi ao baile dos adultos no clube – e lá estava ela! Quinze anos. Uma moça. Peitos, tudo. Uma fantasia indefinida.
- Sei lá. Bávara tropical – disse ela, rindo.
Estava diferente. Não era só o corpo. Menos tímida, o riso mais alto. Contou que faltara no ano anterior porque a avó morrera, logo no Carnaval.
- E aquela bailarina espanhola?
- Nem me fala. E o toureiro?
- Aposentado.
A fantasia dele era de nada. Camisa florida, bermuda, finalmente um brasileiro. Ela estava com um grupo. Primos, amigos dos primos. Todos vagamente bávaros. Quando ela o apresentou ao grupo, alguém disse “Píndaro?!” e todos caíram na risada. Ele viu que ela estava rindo também. Deu uma desculpa e afastou-se. Foi procurar o Marcelão. O Marcelão anunciara que levaria várias garrafas presas nas pernas, escondidas sob as calças da fantasia de sultão. O Marcelão tinha o que ele precisava para encher o buraco deixado pela alma.
Quinze anos, pensou ele, e já estou perdendo todas as ilusões da vida, começando pelo Carnaval. Não devo chegar aos 30, pelo menos não inteiro. Passou todo o baile encostado numa coluna adornada, bebendo o guaraná clandestino do Marcelão, vendo ela passar abraçada com uma sucessão de primos e amigos de primos, principalmente um halterofilista, certamente burro, talvez até criminoso, que reduzira sua fantasia a um par de calças curtas de couro. Pensou em dizer alguma coisa, mas só o que lhe ocorreu dizer foi “pelo menos o meu tirolês era autêntico” e desistiu. Mas, quando a banda começou a tocar Bandeira Branca e ele se dirigiu para a saída, tonto e amargurado, sentiu que alguém o pegava pela mão, virou-se e era ela. Era ela, meu Deus, puxando-o para o salão. Ela enlaçando-o com os dois braços para dançarem assim, ela dizendo “não vale, você cresceu mais do que eu” e encostando a cabeça no seu ombro. Ela encostando a cabeça no seu ombro.
Encontraram-se de novo 15 anos depois. Aliás, neste Carnaval. Por acaso, num aeroporto. Ela desembarcando, a caminho do interior, para visitar a mãe. Ele embarcando para encontrar os filhos no Rio. Ela disse “quase não reconheci você sem fantasias”. Ele custou a reconhecê-la. Ela estava gorda, nunca a reconheceria, muito menos de bailarina espanhola. A última coisa que ele lhe dissera fora “preciso te dizer uma coisa”, e ela dissera “no Carnaval que vem, no Carnaval que vem” e no Carnaval seguinte ela não aparecera, ela nunca mais aparecera. Explicou que o pai tinha sido transferido para outro Estado, sabe como é, Banco do Brasil, e como ela não tinha o endereço dele, como não sabia nem o sobrenome dele e, mesmo, não teria onde tomar nota na fantasia de falsa bávara…
- O que você ia me dizer, no outro Carnaval? – perguntou ela.
- Esqueci – mentiu ele.
Trocaram informações. Os dois casaram, mas ele já se separou. Os filhos dele moram no Rio, com a mãe. Ela, o marido e a filha moram em Curitiba, o marido também é do Banco do Brasil… E a todas essas ele pensando: digo ou não digo que aquele foi o momento mais feliz da minha vida, Bandeira Branca, a cabeça dela no meu ombro, e que todo o resto da minha vida será apenas o resto da minha vida? E ela pensando: como é mesmo o nome dele? Péricles. Será Péricles? Ele: digo ou não digo que não cheguei mesmo inteiro aos 30, e que ainda tenho o leque? Ela: Petrarco. Pôncio. Ptolomeu…
*conto publicado na coletânea Histórias Brasileiras de Verão (ed. Objetiva, 1999)



Análise de imagem e texto.
Proposta para debate e redação.